Precisamos falar sobre a depressão

Data da postagem: 2 de setembro de 2020

A saúde mental é um tema que tem ganhado a importância que sempre mereceu na última década. Isso se deu principalmente pela popularização do conhecimento sobre o assunto. A doença tem sido abordada nas mídias, nas comunicações em massa e até mesmo na ficção, em filmes e séries.

De fato é um tema que precisa ser abordado. Primeiramente, para ajudar a levar informação a quem passa por esse problema tão comum. Em segundo lugar, para ajudar os familiares e amigos de quem passa pela depressão a lidarem com isso. Por fim, para eliminar todos os preconceitos e mitos que fazem com que as pessoas leigas minimizem o problema.

O que é a depressão?

A depressão é um problema médico que tende a aparecer comumente na 3ª década da vida, no entanto, pode afetar pessoas em qualquer idade.

Tem 3 causas mais comuns: a genética, apresentando um componente que interfere em até 40% na predisposição a desenvolver a doença; a bioquímica: devido à deficiência de neurotransmissores (Noradrenalina, Serotonina e Dopamina) no cérebro; e eventos intensos: o acontecimento de situações estressantes pode desencadear a doença em quem já é suscetível a tê-la.

Sintomas

O sintoma mais conhecido de pessoas com depressão é a tristeza constante. A pessoa tende a ficar deprimida, apresentar baixa autoestima e ter episódios de choro. A apatia e falta de sensibilidade também podem ser sinais de depressão.

A pessoa com depressão tende a sentir falta de energia constante. Em razão disso, ela não sente vontade de realizar as atividades que ela precisa fazer. Mesmo as mais simples, como tomar banho. Além disso, pode apresentar dificuldade de concentração. O raciocínio lento também é um sintoma comum.

Os distúrbios de sono também podem ser sinais de depressão. A pessoa tende a apresentar episódios constantes de insônia ou, em contrapartida, dormir em excesso.

Da mesma forma, os distúrbios de alimentação podem apontar para um caso de depressão. Pode haver perda de apetite ou compulsão alimentícia principalmente por carboidratos e doces.

Outros sintomas que dão sinais de uma possível depressão são: a perda da libido e do interesse sexual; queixas de mal estar, de problemas digestivos, de dor no peito, taquicardia e sudorese.

Fatores de risco

Alguns fatores podem contribuir para o desenvolvimento de um caso de depressão. Vão desde fatores físicos a fatores externos.

Entre os fatores físicos estão: histórico de depressão na família, doenças crônicas (cardiovasculares, endócrinas, neurológicas, entre outras), disfunções hormonais e transtornos psiquiátricos relacionados.

Já os fatores físicos são: ansiedade e estresse crônicos, conflitos conjugais ou de relacionamentos, dependência de álcool e drogas ilícitas, perda de emprego, mudança repentina de condições financeiras e traumas psicológicos.

Diagnóstico e tratamento

Somente um médico pode dar o diagnóstico de depressão a um paciente. Sendo assim, ao observar os sintomas, o paciente precisa buscar ajuda nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e nos ambulatórios especializados. Não existem exames laboratoriais específicos para detectar a doença, mas através da análise do histórico familiar do paciente e da condição mental dele, é possível saber com precisão qual é o nível que ela se manifesta e as melhores formas de tratá-la.

O tratamento inclui medicamentos antidepressivos e psicoterapia. 90 a 95%  das pessoas conseguem se recuperar respeitando o tratamento indicado pelo médico.

Prevenção

Algumas ações podem ajudar a prevenir o desenvolvimento de depressão. Ter uma alimentação equilibrada e praticar atividades físicas regularmente, não exagerar no álcool e não usar drogas ilícitas; respeitar a hora do sono e manter uma disciplina para dormir as 8h necessárias por dia; e, por fim, ter um espaço na agenda para realizar atividades prazerosas.

O mais importante é garantir que a pessoa com depressão tenha uma rede de apoio para que possa se recuperar bem. Seja você essa rede de apoio. E se estiver com algum dos sintomas mencionados, converse com pessoas sobre isso e busque ajuda médica. Você não está sozinho(a).

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