Efeitos negativos das pílulas anticoncepcionais no organismo

Data da postagem: 12 de maio de 2021

Por muitos anos, as pílulas anticoncepcionais foram a melhor solução para as mulheres. Além de demonstrarem eficácia na função contraceptiva, muitos médicos receitavam as pílulas diárias para tratar acne e pele oleosa. No entanto, com o tempo, diversos estudos revelaram efeitos negativos do seu uso prolongado. Entenda quais são esses efeitos a seguir.

1. Causa deficiência de vitaminas do complexo B

O uso prolongado das pílulas anticoncepcionais causam uma deficiência de vitaminas do complexo B, principalmente a vitamina B12. Os sintomas mais comuns da falta dessa vitamina são: cansaço, anemia, falta de energia e de concentração, formigamento nas pernas e tontura, principalmente ao levantar ou ao fazer esforços. Outros sintomas causados pela falta de vitaminas do complexo B são: sono agitado e não reparador, memória ruim, irritabilidade, inflamação na boca e na língua e dor de cabeça.

2. Prejudica cabelos, unhas e pele

As pílulas aumentam o mineral cobre no corpo fazendo com que haja um desequilíbrio nos níveis de zinco sérico. Esse é um dos fatores que causam queda de cabelo. Por sua vez, o excesso de cobre deposi­ta­do na pele e causa ou aumenta melasma em quem já tem pré-disposição. A baixa de zinco também exige maior demanda de magnésio e vitamina C. Além disso, se um dia você decidir parar de usar o anticoncepcional, seu organismo, já acostumado com hormônios artificiais, pode ter dificuldades em produzi-los naturalmente. Com isso, muitas mulheres apresentam acne hormonal.

3. Altera os níveis hormonais naturais

Pílulas anticoncepcionais podem conter estrogênio e progestina ou progesterona sintética. Portanto, sua ingestão regular altera artificialmente os níveis naturais de estrogênio e progesterona do corpo. Com isso, o equilíbrio natural do seu organismo é afetado. Consequentemente, o sistema de resposta do cérebro é modificado, levando a efeitos colaterais como ganho de peso, retenção de líquidos, aumento do risco de alguns tipos de câncer e trombose, entre outros.

4. Diminui o ganho de massa muscular

A pílula também interfere no ganho de massa muscular. Isso porque causa queda da produção de testosterona, que é responsável pelo anabolismo muscular. Isso exige que as mulheres precisem fazer uma reposição hormonal caso queiram ganhar massa muscular, que apesar de ajudar, não existe garantia de resultados duradouros.

5. Aumenta as flatulências e desequilibra o intestino

Outro possível efeito negativo das pílulas anticoncepcionais é o agravamento da disbiose in­testinal. Sendo assim, é muito comum apresentar flatulência excessiva, assim como o estufamento abdominal, in­di­gestão, oscilação intestinal (preso, normal ou solto) e ganho ponderal indesejado.

6. Diminui a libido

Em razão da alteração na liberação fisiológica dos hormônios sexuais (estrógeno, progesterona e testosterona), o uso da pílula anticoncepcional diminui a produção de testosterona, que é responsável pela libido. Nessa condição, as mulheres ficam momentaneamente “menopausadas”. Além disso, sua energia e disposição também são prejudicadas.

7. Outros malefícios à saúde

Basicamente, as pílulas anticoncepcionais aumentam o estrogênio o suficiente para o corpo pensar que a mulher está grávida. Dessa forma, o organismo entende que não pode haver outra gestação. A longo prazo, isso traz diversas consequências, como: enxaqueca, doença da vesícula biliar, aumento da pressão arterial, ganho de peso, alterações de humor, náuseas, hemorragias irregulares ou manchas. Também aumenta o risco de câncer de mama, de coagulação sanguínea, de ataque cardíaco e de acidente vascular cerebral.

Como contornar esses malefícios?

Em muitos quadros, o uso da pílula anticoncepcional é realmente uma prescrição médica necessária. Muitas mulheres, em outros casos, querem apenas evitar uma gravidez indesejada, que é uma escolha legítima. Nesses casos, uma suplementação com vitaminas do complexo B, zinco e magnésio pode amenizar ou neutralizar os efeitos da pílula. Consulte seu médico para estudar a possibilidade de incluir esses nutrientes na sua rotina.

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